Um vídeo sobre um peixe e um vidro viralizou no nosso Instagram. Num aquário dividido por um vidro, o peixe tenta alcançar o outro lado, bate no vidro e, com o tempo, para de tentar. Quando o vidro é retirado, ele continua sem tentar. A cena é contada há décadas como “síndrome do lúcio” — é uma metáfora popular, não um diagnóstico —, mas ajuda a explicar um fenômeno que a psicologia estuda há mais de 50 anos: o desamparo aprendido.
Assista ao vídeo do psicólogo Diego Dantas no Instagram.
O que é desamparo aprendido
Nos experimentos clássicos, animais expostos a situações desagradáveis que não conseguiam controlar deixavam de tentar escapar mesmo quando a saída passava a existir. A revisão de Maier e Seligman (2016), feita 50 anos após as primeiras pesquisas, mostrou que a passividade diante de situações prolongadas e incontroláveis é, na verdade, uma resposta automática do organismo — e que o que se aprende é a percepção de controle, que pode reduzir essa passividade.
Como isso aparece na vida adulta
- Deixar de se candidatar a vagas depois de algumas recusas.
- Evitar novos relacionamentos por causa de experiências dolorosas.
- Repetir “isso não é para mim” diante de desafios que hoje seriam possíveis.
- Sensação de que nada do que você faz muda o resultado.
Esses padrões podem se misturar a quadros de ansiedade e depressão. Quando trazem sofrimento ou prejuízo, vale procurar avaliação.
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental ajuda
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) trabalha para identificar crenças e pensamentos automáticos como “não adianta tentar”, testar essas crenças na prática e construir, passo a passo, experiências de controle e de conquista. Uma revisão de 106 meta-análises encontrou base de evidências robusta para a TCC, com apoio mais forte em transtornos de ansiedade, estresse e outras condições (Hofmann et al., 2012).
Psicoterapia na Fraternité Saúde
Na Fraternité, em Águas Claras (Brasília/DF), as sessões de psicoterapia duram 50 minutos, presencialmente ou online, para pessoas a partir de 8 anos. Conheça a Psicologia e Psicoterapia ou agende pelo WhatsApp. Mais vídeos do Diego no Instagram e no TikTok.
Referências
Maier SF, Seligman MEP. Learned helplessness at fifty: insights from neuroscience. Psychol Rev. 2016;123(4):349-367. doi:10.1037/rev0000033
Hofmann SG, Asnaani A, Vonk IJJ, Sawyer AT, Fang A. The efficacy of cognitive behavioral therapy: a review of meta-analyses. Cognit Ther Res. 2012;36(5):427-440. doi:10.1007/s10608-012-9476-1
Em crise ou com pensamentos de suicídio? A Fraternité não realiza atendimento de urgência. Ligue para o CVV 188 (gratuito, 24 horas), para o SAMU 192 ou procure o pronto-socorro mais próximo.
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Sobre o autor — Diego Feitosa Dantas Santana
Psicólogo · CRP 01/23650. Especialista em Avaliação Neuropsicológica e em Psicologia Clínica (CRP). Bacharel em Psicologia pelo Centro Universitário do DF. Especializações em Neuropsicologia e em Terapia Cognitivo-Comportamental (IPOG), em Transtornos do Espectro Autista (PUCPR/Artmed) e pós-graduação em Psicologia Forense – Jurídica. Sócio-administrador da Fraternité Saúde, responsável pela área de avaliações.
Revisão técnica: 21/10/2026 · Perfil na Fraternité · Instagram · TikTok
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